

O QUE NOS MOVE
O site Murmuros percorre diferentes cantos de Fortaleza para explorar a relação entre o graffiti, os espaços urbanos e as comunidades. Aqui, você encontrará grafiteiros veteranos e novos talentos, além de coletivos e crews que fazem do graffiti um ato de arte, protesto, educação e pertencimento.
Nossa escolha de editoria se relaciona com a visão de mundo de cada repórter e participante do site. O pixo e o graffiti vão além do simples fazer artístico e se estabelecem como política e voz daqueles que urgem por ser ouvidos pela cidade.
O Murmuros não apenas registra a presença do graffiti e do pixo por Fortaleza – ele se posiciona ao lado de quem faz e transforma esses espaços. Nossa cobertura busca ir além do olhar tradicional da mídia, que muitas vezes criminaliza ou reduz essas expressões a uma simples estética. Aqui, damos voz a quem usa os muros como páginas de sua própria história, traduzindo camadas de tinta em narrativas vivas sobre identidade, luta e pertencimento.
A tinta na parede continua comunicando, transformando e provocando e o Murmuros está aqui para amplificar essas mensagens. Porque cada traço no concreto carrega uma história que precisa ser contada. Se os muros falam, nós ouvimos. Se as ruas protestam, nós ecoamos. Se a cidade insiste em apagar, nós escrevemos de novo.

NO MAPA CULTURAL DO CEARA
A pesquisa sobre o Mapa Cultural do Ceará foi realizada no dia 4 de fevereiro de 2025, com base na palavra-chave "Arte de Rua". Naquele momento, foram encontrados 84 artistas, dos quais 40 atuam na área da Arte dos Muros e mencionaram a Arte de Rua em sua biografia, atividade laboral ou categoria.
O Mapa apresenta diversos problemas. O primeiro é a coexistência da categoria "Arte de Rua" e da pesquisa pela palavra-chave "Arte de Rua", o que dificulta o acesso aos artistas. Além disso, alguns nem sequer aparecem no site, sendo necessário buscá-los externamente em um navegador padrão.
Mesmo com essas adversidades, o Mapa revela um panorama da arte urbana: uma forte presença masculina e metropolitana. Além disso, não há o pixo como uma das categorias de arte, refletindo o preconceito ainda existente contra a pixação nas estruturas sociais e nos aparatos do Estado.
Acompanhe a pesquisa detalhada a seguir


RIACHOS
A seção RIACHOS apresenta a relação entre espaços físicos abandonados em Fortaleza e a arte urbana. Esses locais, esquecidos pelo sistema, se transformam em telas para murmúrios. A arte emerge como uma forma de resistência, trazendo nova vida e significado ao que foi deixado para trás.
ECOS
A seção ECOS traz à luz grupos de arteeducação e iniciativas de arte urbana que fazem a diferença. Esses projetos buscam transformar espaços e incentivar a participação ativa da comunidade.
AFLUENTES
A seção AFLUENTES destaca artistas da cena da arte urbana em Fortaleza, revelando suas histórias. Também é apresentado quem não é artistas, mas se cativa pelos muros intervidos.








